sexta-feira, 24 de junho de 2011

Café de Meia


Café de Meia é uma das coisas que tem feito com mais vontade e a qual tenho dedicado maior parte do meu tempo.

www.cafedemeia.blogspot.com




quinta-feira, 2 de junho de 2011

Café de Meia





Café de Meia - TERÇA-FEIRA, 07/06, das 16 às 18 hrs.





Como há de se deduzir, tem como matéria prima principal o café, preparado com simplicidade e nostalgia. Todas as terças feiras, durante as tardes, recepcionaremos um público diverso no Cão Pererê para tomar café, conferir oficinas esporádicas, debates, exposições, exibições de filmes de curta metragem, bazar PRATATAH de vendas e trocas, além de culinária vegana e vegetariana.

Beijas

Apoio: Café Tipo Colonial - Torrefazione Bonini Pardo; Cão Pererê; Café Espacial.
Realização: Coletiva PRATATAH.

















quinta-feira, 26 de maio de 2011

com os olhos

Olá! Nós estamos aquí já há algum um tempo.
Você procura todas as coisas pela sala correndo o olhar de uma forma muito atenta; fique a vontade. Há vezes em que o velhos vão primeiro, depois vamos um a um e aí vamos acabando, ficando noutro tempo. Há vezes em que não se morre velho.
Quando precisar de um alento, você vai nos inventar sem rigor, só pra preencher este espaço de lembrança que te falta, então vai se esquecer também. Depois... seja bem bem-vinda garotinha dos olhos grandes.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

coração


descoberta geral da semana.

de deixar feliz numa melancolia aconchegante.

ta aí uma "oração". bons abraços....

segunda-feira, 25 de abril de 2011

ilustração

O dia prometia chuva.
Acendeu a luz do quarto que prometia cores e seu olhar foi ofuscado pela gama de vermelho e azul que prometia ser confortável. O café que prometia ser quente já estava frio e e o pão duro.
Ela não observava com muita atenção o que estava dado e esperava que sua capacidade de inventar a surpreendesse.



quarta-feira, 16 de março de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

azul e cor de rosa, tudo cinza

O dia amanheceu na ressaca de uma noite rápida e precisa. Fez-se uma chuva leve e calma e o ar azulou cinzento; ficamos pacíficos, sentados um a tira colo do outro num milhão de léguas de distância.
Quando era tarde nos tempos das plumas, ficávamos assim também, o tempo não era de espera. Nem imaginávamos as sutilezas do porvir mas como que por prevenção fizemos o possível para estilhaçar todas as incertezas e continuamos em segredo.
Você a sós e eu completamente nú. O que faremos? Vamos nos calar e deixar-nos flutuar rio abaixo. Agora, exala todo o ar que te sustenta!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

se foi sem dizer

Ainda não consigo dizer bem o que me abala. Eu pensei em fazer tantos planos pra você. Eu não disse…você não escutou.

Paramos, rendidos, num monte de segundos a finco, fincados nos joelhos.

Eu escolhi que você vivesse mais. Eu parei de contr o tempo e quis te guardar num segredo eerno e absoluto. Ninguém me disse que não podia.

Te imaginei aos vinte anos. Com rosto de menino. Sem dores futuras e nenhuma alegria futura também. Não te dei um nome mas me chamei pelo teu. Você me viu e aplaudiu.

Não se esqueça de cantar.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Da noite passada.

Ai! Basta um silêncio mal resolvido na calada da noite e isso me arrebata novamente. Deixa tudo que se encontra entre a glote e os pés em estado borbulhante e a cabeça dolorida; na horizontal meu corpo despenca de um lado para outro em giros que preparam um salto olímpico para o caderno.
Nunca foi diferente e nem sempre posso sentir, ma a coisa acumula no peito em horas como esta, por motivos diversos, com requintes de crueldade para com meu descanso.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

São os dias

Fiz dos dias uma passagem rápida e despercebida para hoje. Não soube de pronto onde ia dar ou quem retirou a peneira da janela.
Amanhã acordarei cansado, mais uma vez, para reconstruir as vidraças que estilhaçaram os olhos da moça. E se não for amanhã, me cansarei de esperar e na manhã seguinte faço eu mesmo.
Acordarei calado numa das camas do mundo e andarei delirante por caminhos de pedra, levando o que for meu e de quem mais precisar, seja lá quem for, dia a dentro.
Dormirei em terceira pessoa.

domingo, 4 de julho de 2010

Quero enfiar o futuro no bolso.

Parece tão bonito ser retrô. Não sei se são as cores, ou as texturas ... quem sabe as memórias. Abro o armário, pego uma roupa de passado super moderno e me cubro de lembrança, para escapar dos olhos severos do futuro. Sou moderno tentando ser desgarrado do futuro e ponto! Queria ser pós-moderno pra enfiar o futuro no bolso.

sábado, 3 de julho de 2010

Da vez que saltei do alto.


Deixemos tudo então. Parte!
É tempo de partida e não mais de revolta.

Onde foi mesmo que perdí?

Quando foi que nos encontramos?

E somente se ia.

Fica!

Vou, pois nunca desejei ficar por mal.

Vou levando as cores do auto retrato que um dia prometí.

Quando foi mesmo que disse tudo o que podia?

Não houveram promessas e nem muito tempo.

Logo passo por aí.

Gosto muito; não quero longe demais.



É chama, de Vinícius. Flor do mundo, de Ana. A gente cigana que não ficava pra sempre, de Lucinda. Os amores vadios e escassos, de eu mesmo.



terça-feira, 8 de junho de 2010

Ele veio antes.

Eu vim depois dele. Ele se pôs a deitar seu desgosto em meus ouvidos. Eu... me coloquei em lugar de escuta.

Quando cheguei, ele já estava lá. O tempo sempre correu tão depressa e eu nem me dei conta que ele também queria atenção. Eu... me coloquei em lugar de escuta.

Ele veio antes de mim. Eu, depois dele. Ele se pôs a falar de suas dores. Disseram-me que isso é castigo, mas, eu... me coloquei somente em lugar de escuta.








segunda-feira, 7 de junho de 2010

A menina com flores nos cabelos.


Quando o ventre inflou, fez desabrochar as flores nos cabelos; desabrochou também os anos que a foto capturou parados, parados no rosto da menina, da menina que dá vida a flores e crianças. Que deixa o sorriso definhar por amor, emprestando-o para outra face, vida de sua vida, adubo de suas flores.

Ao lançar a flecha, a menina só tem as flores e a certeza do alvo incerto. Por não tirar os olhos da flecha esquece-se de cuidar do jardim e, ao perder as flores ganha o pó, que com uma roca feita de dia após dia, transforma em fios finos e coloridos para enfeitar os cabelos saudando a primavera que se foi.







sábado, 3 de abril de 2010

A morte de Narciso.


Eu imagino que quando Narciso caiu n'água, sua beleza começou a se esvair pelos poros e manchar toda a água que era límpida e os peixes e tudo mais. Então, ao se enxergar no espelho de dentro pra fora o moço se deprimiu tanto com aquela face que nunca conhecera que dali nunca saiu, nem mesmo depois de tragar a água manchada de beleza e deliciar-se com o balé fúnebre que os lindos peixes o dedicaram. Narciso morreu nem feliz nem triste.







sexta-feira, 5 de março de 2010

Na vertical.

Baixe os olhos dos santos para o lixo
E no caminho enxergue a queda
Mastigue a expressão súbita de horror
E me fale do sabor que tem

Pra onde vai a boa vontade?
Reza uma lenda duvidosa
Que ela acaba de se tornar clichê

Chateia-me os avessos
Me emputessem os descasos
Mas gosto mesmo é do estrago.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Pensamentos tran.sedentários.

Meus acessos são negados.


Mas a culpa é da sã consciência.

Os miolos estão estreitos e o fluxo apertado.

Os sinais estão econdidos e as dicas camufladas.

Onde fica o travesseiro?




quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A cara de fome.




Eu confesso que não gosto nada dessa impotência cabeluda que me olha com cara feia. Cara feia pra mim é fome. Deve ser fome. Deve ser vontade de me devorar e roer as estruturas. Deve ser inanição.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Pro inferno com o excesso de assunto.


Acontece que eu me canso.


Canso mesmo. De todos os desencontros, de todos os blá blá blás e toda picuinha.

Não gozo de perfeita sanidade mental ou mesmo um pouquinho de equilíbrio para digerir toda a sujeira.

Calem-se!

Meus ouvidos se recusam e minha pasciência é agressiva.



Eu me calo, me dano e assisto de fora da vitrine.
 
 
 
 
 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009